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Pequeno extracto de um artigo de uma lista informativa, leitura interessante...
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O ESTADO DETESTA O PATRIMÓNIO!
Na segunda sessão do Seminário Internacional sobre "Direito ao Património como Direito Fundamental", o constitucionalista brasileiro Professor Doutor Celso Fiorillo defendeu que "O Estado é uma abstracção que gere o erário. Por isso o Estado odeia o património, porque este não gera renda". Numa sessão muito polémica, o constitucionalista sublinhou que o quadro institucional confere ao poder judicial o poder de decidir em contextos de conflito, e que de pouco interessa elaborar leis de pormenor se estas contrariarem os princÃpios constitucionais, que são sempre determinantes. "O poder judiciário é o que diz o que é certo ou errado. Quem decide não é um perito, é alguém investido de poder" disse, destacando que todo o edifÃcio jurÃdico decorre de três princÃpios basilares que se articulam numa lógica de lucro: a dignidade da pessoa humana, a ordem capitalista e um Estado que é parcial na gestão dos confrontos.
Na sequência do debate, o jurista Português João Martins Claro explicou que a lógica jurÃdica portuguesa é distinta, sublinhando a presença do Património Cultural no articulado da Constituição, junto com a norma que estabelece o direito de acção popular. Defendeu que os instrumentos jurÃdicos são efectivos, embora pouco utilizados. "Devemos duvidar do Estado, não por ele ser parcial mas porque não age", defendeu.
O Professor Doutor Vera Cruz Pinto, Presidente da Faculdade de Direito de Lisboa, começou por considerar que não é a Lei nem os tribunais que poderão defender o Património. Sustentou que é essencial, mais do que leis, regressar ao Direito e fazer uma pedagogia que estimula a reflexão e a participação.
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